Medicina Funcional e Integrativa

A medicina funcional e integrativa é um tipo de terapia que não tem o seu foco apenas nos aspectos bioquímicos da fisiologia, mas também entende que o bem-estar mental e espiritual fazem parte da saúde, e por isso devem ser objectos de atenção do médico e de acções terapêuticas, se for necessário. Existe uma preocupação especial, nesta prática, com o funcionamento normal do organismo, mantendo a homeostase para torná-lo mais eficiente e menos sensível a desequilíbrios.

A principal característica da medicina funcional é a valorização do sistema digestivo e imunológico como os principais responsáveis por manter as defesas e a harmonia do corpo. Inúmeras doenças tidas como crônicas e intratáveis, são surpreendentemente curadas após realizar o processo de desintoxicação e reparo do trato digestivo, por este tratar-se de um importante órgão que tem como função realizar as trocas (absorção e excreção) de nutrientes / resíduos metabólicos que transitam pelo seu interior.

Uma vez que o paciente apresenta alterações na mucosa intestinal, responsável pela selectividade dessas trocas metabólicas, é comum apresentar também manifestações em outros órgãos, muitas vezes distantes, como rinites, cistites, bronquites e inúmeras outras doenças de caráter crônico, ou não, que geralmente acompanham o paciente há bastante tempo. Neste contexto, durante a consulta, há uma valorização de sintomas subjetivos e sem gravidade que em geral são deixados de lado quando o foco da consulta é apenas a doença manifestada.

Um dos pontos mais interessantes e mais avançados da medicina funcional é o seu conceito de doença. A doença não é vista como um problema, mas sim como uma mensagem e oportunidade de mudança. O paciente, quando fica doente, é porque o seu corpo está a dizer que há algo de errado na sua maneira de viver e se cuidar, e que isso precisa ser mudado. Essa mudança é o tratamento em si, e é fundamental para que seja possível uma cura de verdade.

Para isto, direciona-se a terapêutica levando em conta a sua predisposição genética, sexo, particularidades do meio ambiente, alimentação, níveis de atividade física e mental, índices de stress, evolução de doenças pré-existentes, além de diversos resultados de exames, solicitados conforme cada paciente.

Nos seus tratamentos a medicina funcional utiliza conhecimentos de várias medicinas complementares como fitoterapia, nutrigenômica, genética, imunologia, toxicologia ambiental, ecologia, clinica médica, psicologia, medicina ortomolecular, fisiatria, reeducação postural, osteopatia, medicina chinesa e outras medicinas complementares.

Todos iremos envelhecer, mas a forma como este processo acontece, pode sim ser modulado para algo mais individual e mais humano, pois a meta é praticar uma medicina da saúde e não da doença.

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